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Memória gustativa – sentimentos têm sabor e podemos provar!

Você provavelmente se lembra do gosto da sua sobremesa favorita na infância, e isso ocorre porque sua memória gustativa te remete àquele momento da sua vida toda vez que uma espécie de gatilho é ativado. Essa afirmação mesmo pode ter sido um desses gatilhos!

Para falarmos de memória gustativa, é importante primeiro entender que ela é uma espécie da memória afetiva (segundo estudos, a mais poderosa delas!), que nada mais é do que a lembrança de algo que marcou sua vida – seja num acontecimento específico ou em toda uma fase.

A comida tem uma forte relação com as sensações, tanto no momento em que a consumimos, quanto na marca que ela deixará na nossa mente. Você se lembra da primeira vez que comeu sua comida favorita?

Para dar exemplos de como essas memórias afetivas podem abranger todos os cinco sentidos, podemos pensar em quando um casal escolhe a música tema de seu relacionamento. Anos podem se passar, mas toda vez que um dos dois ouvir aquela canção, lembranças dos momentos vividos ao lado daquela pessoa virão à tona.

Nesse quesito, a nossa memória funciona como uma máquina que pode ser programada: sempre que nos deparamos novamente com a música, comida ou qualquer outra coisa que desperte alguma sensação de nostalgia, sentimos também um afago e até mesmo conforto (o que explica a origem do termo “comfort food”, ou “comida afetiva”).

Você sabia que é esse mesmo mecanismo do nosso cérebro que nos salva de consumir alimentos impróprios (como comida estragada, venenos, etc.)? Pois é! A ligação entre a comida e as respostas do nosso organismo é realmente muito grande.

E as pesquisas comprovam que os alimentos também afetam todos os nossos sentidos – quem nunca ficou com água na boca ao sentir o cheiro de algum prato que estava sendo preparado, ou ouviu a expressão “comer com os olhos”? E convenhamos, comer um pedaço de pizza com as mãos é muito mais saboroso do que com garfo e faca! Essas são algumas formas de explorar todas as sensações que a comida nos proporciona, para além do paladar.

Quando dizemos que a memória gustativa é a mais potente das memórias afetivas, estamos reafirmando que a comida carrega um enorme potencial de mexer com os sentimentos e nutrir, além do corpo, também a alma de quem a consome.

Trazendo mais exemplos de como a memória gustativa atua, vamos imaginar três situações hipotéticas:

1) Uma família tem o hábito de almoçar na casa dos patriarcas todo domingo, e geralmente o cardápio se repete: strogonoff. Sendo um costume carregado por alguém desde a infância, quando essa pessoa se tornar adulta e comer um strogonoff em qualquer outra ocasião, será inevitável lembrar dos momentos vividos ao lado de sua família enquanto era criança.


Strogonoff de Frango, por Chef Tati BertoStrogonoff de Frango, por Chef Tati Berto

2) Você viaja para a Itália e em algum momento, vai jantar num dos restaurantes mais recomendados da região, pedindo uma típica massa italiana. Durante essa refeição, uma grande memória gustativa é criada em seu cérebro, e toda vez que lembrar dessa viagem ou retornar ao local, o sabor e até mesmo o aroma daquele prato virão automaticamente à sua cabeça.

Fetuccine à Bolonhesa, por Chef Sergio NovoaFetuccine à Bolonhesa, por Chef Sergio Novoa


3) Uma avó que mora em outra cidade, prepara um delicioso brownie toda vez que recebe a visita de seus netos ou quando vai visitá-los, as crianças ajudam no preparo do doce. Muitos anos se passam e um desses netos pede um brownie em delivery. Assim que sua encomenda chega, o cheiro do bolo o transporta de volta para a infância, na casa da avó, e toda aquela cena vivida anteriormente é recriada em sua memória.
Brownie chocoleite cremoso, por Chef Aline BerenguelBrownie chocoleite cremoso, por Chef Aline Berenguel


Muito legal, né? Depois de aprender tudo isso, dá pra entender a responsabilidade e a importância de quem trabalha no ramo alimentício. Por isso, os Chefs Apptite prezam pela filosofia da cozinha afetiva, que nada mais é do que despertar sentimentos a cada garfada ou colherada de suas especialidades.

Quer saber como isso é possível? Optando por ingredientes selecionados cuidadosamente e, é claro, acrescentando muito amor e carinho a cada prato produzido.

Esse é o grande diferencial da comida de verdade: só uma refeição artesanal tem o poder de carregar memórias e sensações dentro do prato! É por isso que aquele bolo de fubá da avó tem um gostinho especial e muitas famílias guardam seus ingredientes secretos em livros de receitas que vão passando de geração em geração como uma verdadeira herança (esse será o tema de um de nossos próximos posts no blog, fica de olho!).

O filme Ratatouille representa muito bem esse assunto, demonstrando visualmente o que é despertado em nós quando nosso paladar se reencontra com um sabor que, por alguma razão, tem valor sentimental para a gente.

Como é retratado no filme, uma grande parte das nossas memórias afetivas é construída ainda na infância, quando estamos na fase de tantos aprendizados. Da mesma forma, é quando nosso cérebro começa a aprender quais alimentos nos fazem bem, fisicamente e emocionalmente.

E isso também explica um pouco a questão do gosto pessoal; por isso, cada pessoa tem seus temperos favoritos e até medidas diferentes para cada ingrediente ao seguirem uma mesma receita. Não tem como negar que o ambiente e principalmente as pessoas presentes nessa fase da vida influenciam fortemente na formação da nossa identidade, preferências e relação com os alimentos.

Todo esse papo te deu vontade de comer uma refeição bem gostosa e com aquele toque de comida caseira? Conheça a nossa categoria de Comfort Food e confira as receitas dos nossos Chefs que te dão um verdadeiro abraço e muito afeto através do paladar!

Conta pra gente aqui nos comentários qual sabor desperta mais a sua memória gustativa. Você também pode acompanhar o Apptite nas redes sociais e estar sempre por dentro do que rola por aqui: Facebook | Instagram | LinkedIn.